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February, 2012:

Cases de uso do FourSquare no Setor Público

É muito comum encontrar informações sobre cases em redes sociais no Setor Privado. No entanto, o uso do mundo digital (e, em particular, das redes sociais) no Setor Público acontece em menor escala e é bem menos estudado ou promovido – infelizmente!

Atualmente, há uma diversidade gigantesca  de opções em redes sociais e a maioria é focada em algum nicho. O LinkedIn, por exemplo, é especializado em relacionamentos profissionais, enquanto que o FourSquare, foco deste post, é uma ferramenta social baseada em geolocalização e utilizada para dicas e informações de locais específicos (qualquer que seja este “local” – desde um shopping center, até o engarrafamento regular na hora do rush).

O FourSquare permite que os usuários marquem aonde estão e compartilhem com seus amigos em outras redes sociais. O histórico dessas marcações pode ser categorizado e os usuários podem criar descrições acerca de suas percepções sobre o local ou serviço, como: “hotel muito confortável, serviço de quarto excelente e preço bom”, ou ainda “se você estiver na Pinacoteca de São Paulo, não deixe de cruzar a rua e visitar o Museu da Língua Portuguesa, também!”.

Essas informações são úteis para o usuário em diversos sentidos. Servem para descobrir um novo restaurante, hotel, cinema ou até mesmo checar informações sobre lugares que estejam com algum tipo de descuido ou que apresente problemas de qualquer natureza. Já para as empresas, pode ser uma ferramenta promocional, uma forma de termômetro da opinião de consumidores/clientes, ou uma maneira de ser descoberto nas redondezas e gerar awarness da sua marca.

A Universidade de Harvard, por exemplo, utiliza a rede social há alguns anos. Foi a primeira universidade a oferecer um badge (selo específico para quem dá check-in no local) no mundo e encoraja a publicação de comentários sobre suas instalações.

FourSquare  já ultrapassou marcas incríveis como mais de 20 mil cadastros novos por dia, 354 mil check-ins feitos fora dos Estados Unidos, mais de dez milhões de usuários e diversos check-ins em lugares diferentes (como nascimentos de bebês em hospitais pelo mundo). Neste infográfico você poderá ver mais alguns números sobre o crescimento dessa rede social.

:: Gameficação ajuda o sucesso

Como quase tudo em termos de marketing hoje em dia, o FourSquare tem alto grau de gameficação. Isso quer dizer que a rede social apela (não no sentido pejorativo!) para competições e brincadeiras como forma de estimular a participação e interação entre o público (e do público com as marcas).

Umas das principais formas de “jogar” nesse sentido é competir para se tornar Prefeito de determinado local. Quanto mais você dá check-ins, mais chances tem de virar Prefeito. Vale dizer que muita gente vai estar ali louco para roubar seu cargo e divulgar nas redes sociais (“Fulano deu check-in no local XPTO e roubou a prefeitura de Cliclano”), então a brincadeira vai ficando mais bacana.

O BART (Bay Area Rapid Transit – do Governo de São Francisco, nos EUA) é um ótimo exemplo de como a organização pode tomar proveito desse aspecto de “game” do FourSquare. A instituição estimula que os usuários dos transportes públicos disputem a prefeitura das mais de 40 estações espalhadas pela cidade.

:: Exemplos de uso no Setor Público

O uso do FourSquare no Setor Público, apesar de tímido, já está sendo aplicado por algumas instituições. Em geral, costuma servir como atrativo para uma cidade ou estado, que destacam algum ponto turístico. Por exemplo, o Governo de Rondônia e a  Prefeitura de Olinda participam da rede e a usam de maneira eficiente com foco em pontos-chave para a atração de turistas.

 

Feira do Sol, em Rondônia


Igreja da Sé, em Olinda

José Murilo, editor do blog Ecologia Digital e Coordenador de ‘Cultura Digital‘ do Ministério da Cultura, comenta, em de seus artigos  que: “ O FourSquare é uma iniciativa que ilustra o cenário de oportunidades para desenvolver inovações sofisticadas sobre infraestrutura pública, criando novos serviços sobre recursos já desenvolvidos pelo governo. Este é o conceito do ‘governo como plataforma’”.

Um dos primeiros organismos públicos dos EUA a entrar no FourSquare foi o Arquivo Nacional dos Estados Unidos (NARA – US National Archives and Records Administration). Em fevereiro de 2011, o NARA publicou um release sobre essa iniciativa pioneira (leia na íntegra).

Podemos destacar algumas vantagens pelas quais as instituições públicas poderiam se beneficiar em usar o FourSquare:

  1. Proteção da Marca - qualquer um pode cadastrar locais no FourSquare. Se a marca pública não o fizer, alguém certamente irá…
  2. Turismo – Ao colocar as atrações turísticas na rede social, o governo irá ajudar a promover e disseminar o local turístico, bem como opiniões dos usuários.
  3. Atendimento ao Cliente (melhorar o atendimento ao cidadão) - O órgão público poderá aprender sobre o que os visitas gostam mais e o que eles não gostam, dando uma chance de melhorar cada vez mais os serviços da atração turística, de uma instituição em particular ou algum evento tradicional
  4. Promoção dos Serviços Públicos - muitos serviços estão em baixa, com poucos visitantes ou em vias de fechamento. Pegue as bibliotecas, por exemplo. O FourSquare poderia ser útil para atrair mais públicos, promovendo atrações do local, atividades… O conselho de Brighton and Hove (na Inglaterra) criou o “Foursquare Day” (6 de Novembro), quando as pessoas que fizessem check-in na biblioteca local poderiam ganhar prêmios.

 

Infelizmente a maior parte dos perfis de organizações públicas ainda não utilizam bem o FourSquare. Alguns perfis são pouco ou nada utilizados. De qualquer forma, vale conhecer alguns exemplos:

 

 

 

 

Curso de MBA em Marketing Digital – RJ, SP, MG, SC

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) é pioneira no Brasil entre as escolas de negócios de primeira linha a ter lançado com sucesso, em 2011, o curso de Pós-MBA em Comunicação e Marketing Digital. A partir de março desse ano, a FGV abre, em diversas cidades do país, o seu novo programa de MBA em Marketing Digital.

O curso conta com dois coordenadores que complementam forças: Luis Sá, que já soma 15 anos à frente dos já consagrados cursos de MBA em Marketing da Fundação, e Nino Carvalho, que acumula vasta experiência em treinamentos, programas de capacitação corporativos e projetos digitais para organizações públicas e privadas no Brasil e no exterior.

O objetivo do curso vai além de capacitar os alunos para o mercado digital – a idéia é também formar gestores. A intenção é construir líderes que mudarão o mercado 2.0.

O curso conta com um grande elenco de professores, incluindo alguns dos principais nomes das áreas acadêmicas e práticas do Brasil, como: Gabriel Rossi, Luis Guggenberger, Marcos Facó, Martha Terenzzo, Patrícia Moura, Paulo Teixeira, Sandra Turchi, Tarcízio Silva, Thiago Falcão, além dos próprios coordenadores, entre outros.

O programa possui 432 horas/aula e 17 disciplinas, dentre as quais: Marketing Digital, Comércio Eletrônico, Comportamento e Antropologia do e-Consumidor, Gestão de Redes Sociais, Planejamento Estratégico de Marketing Digital, Gestão de Tecnologias e Projetos Digitais, e-Branding, Marketing de Busca, Mobile Marketing  e outras.

Veja a lista das cidades que oferecem o curso de MBA em Marketing Digital:

Rio de Janeiro:

Botafogo
Niterói, Cabo Frio, Campos e Nova Friburgo

São Paulo:

Osasco
Berrini
Campinas

Minas Gerais:

Belo Horizonte


Santa Catarina: 

Florianópolis
Joinville