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Cases de uso do FourSquare no Setor Público

February 5th, 2012 2 comentários

É muito comum encontrar informações sobre cases em redes sociais no Setor Privado. No entanto, o uso do mundo digital (e, em particular, das redes sociais) no Setor Público acontece em menor escala e é bem menos estudado ou promovido – infelizmente!

Atualmente, há uma diversidade gigantesca  de opções em redes sociais e a maioria é focada em algum nicho. O LinkedIn, por exemplo, é especializado em relacionamentos profissionais, enquanto que o FourSquare, foco deste post, é uma ferramenta social baseada em geolocalização e utilizada para dicas e informações de locais específicos (qualquer que seja este “local” – desde um shopping center, até o engarrafamento regular na hora do rush).

O FourSquare permite que os usuários marquem aonde estão e compartilhem com seus amigos em outras redes sociais. O histórico dessas marcações pode ser categorizado e os usuários podem criar descrições acerca de suas percepções sobre o local ou serviço, como: “hotel muito confortável, serviço de quarto excelente e preço bom”, ou ainda “se você estiver na Pinacoteca de São Paulo, não deixe de cruzar a rua e visitar o Museu da Língua Portuguesa, também!”.

Essas informações são úteis para o usuário em diversos sentidos. Servem para descobrir um novo restaurante, hotel, cinema ou até mesmo checar informações sobre lugares que estejam com algum tipo de descuido ou que apresente problemas de qualquer natureza. Já para as empresas, pode ser uma ferramenta promocional, uma forma de termômetro da opinião de consumidores/clientes, ou uma maneira de ser descoberto nas redondezas e gerar awarness da sua marca.

A Universidade de Harvard, por exemplo, utiliza a rede social há alguns anos. Foi a primeira universidade a oferecer um badge (selo específico para quem dá check-in no local) no mundo e encoraja a publicação de comentários sobre suas instalações.

FourSquare  já ultrapassou marcas incríveis como mais de 20 mil cadastros novos por dia, 354 mil check-ins feitos fora dos Estados Unidos, mais de dez milhões de usuários e diversos check-ins em lugares diferentes (como nascimentos de bebês em hospitais pelo mundo). Neste infográfico você poderá ver mais alguns números sobre o crescimento dessa rede social.

:: Gameficação ajuda o sucesso

Como quase tudo em termos de marketing hoje em dia, o FourSquare tem alto grau de gameficação. Isso quer dizer que a rede social apela (não no sentido pejorativo!) para competições e brincadeiras como forma de estimular a participação e interação entre o público (e do público com as marcas).

Umas das principais formas de “jogar” nesse sentido é competir para se tornar Prefeito de determinado local. Quanto mais você dá check-ins, mais chances tem de virar Prefeito. Vale dizer que muita gente vai estar ali louco para roubar seu cargo e divulgar nas redes sociais (“Fulano deu check-in no local XPTO e roubou a prefeitura de Cliclano”), então a brincadeira vai ficando mais bacana.

O BART (Bay Area Rapid Transit – do Governo de São Francisco, nos EUA) é um ótimo exemplo de como a organização pode tomar proveito desse aspecto de “game” do FourSquare. A instituição estimula que os usuários dos transportes públicos disputem a prefeitura das mais de 40 estações espalhadas pela cidade.

:: Exemplos de uso no Setor Público

O uso do FourSquare no Setor Público, apesar de tímido, já está sendo aplicado por algumas instituições. Em geral, costuma servir como atrativo para uma cidade ou estado, que destacam algum ponto turístico. Por exemplo, o Governo de Rondônia e a  Prefeitura de Olinda participam da rede e a usam de maneira eficiente com foco em pontos-chave para a atração de turistas.

 

Feira do Sol, em Rondônia


Igreja da Sé, em Olinda

José Murilo, editor do blog Ecologia Digital e Coordenador de ‘Cultura Digital‘ do Ministério da Cultura, comenta, em de seus artigos  que: “ O FourSquare é uma iniciativa que ilustra o cenário de oportunidades para desenvolver inovações sofisticadas sobre infraestrutura pública, criando novos serviços sobre recursos já desenvolvidos pelo governo. Este é o conceito do ‘governo como plataforma’”.

Um dos primeiros organismos públicos dos EUA a entrar no FourSquare foi o Arquivo Nacional dos Estados Unidos (NARA – US National Archives and Records Administration). Em fevereiro de 2011, o NARA publicou um release sobre essa iniciativa pioneira (leia na íntegra).

Podemos destacar algumas vantagens pelas quais as instituições públicas poderiam se beneficiar em usar o FourSquare:

  1. Proteção da Marca - qualquer um pode cadastrar locais no FourSquare. Se a marca pública não o fizer, alguém certamente irá…
  2. Turismo – Ao colocar as atrações turísticas na rede social, o governo irá ajudar a promover e disseminar o local turístico, bem como opiniões dos usuários.
  3. Atendimento ao Cliente (melhorar o atendimento ao cidadão) - O órgão público poderá aprender sobre o que os visitas gostam mais e o que eles não gostam, dando uma chance de melhorar cada vez mais os serviços da atração turística, de uma instituição em particular ou algum evento tradicional
  4. Promoção dos Serviços Públicos - muitos serviços estão em baixa, com poucos visitantes ou em vias de fechamento. Pegue as bibliotecas, por exemplo. O FourSquare poderia ser útil para atrair mais públicos, promovendo atrações do local, atividades… O conselho de Brighton and Hove (na Inglaterra) criou o “Foursquare Day” (6 de Novembro), quando as pessoas que fizessem check-in na biblioteca local poderiam ganhar prêmios.

 

Infelizmente a maior parte dos perfis de organizações públicas ainda não utilizam bem o FourSquare. Alguns perfis são pouco ou nada utilizados. De qualquer forma, vale conhecer alguns exemplos:

 

 

 

 

Como adicionar sua empresa no Google Maps

December 8th, 2011 Sem comentários

Preparamos um breve guia para que você consiga adicionar o endereço oficial no Google Maps. Dessa forma, sempre que procurarem pela sua empresa, os resultados de busca mostrarão o local físico em que ela se encontra.

Veja o manual abaixo e faça download aqui.

Referências sobre Comunicação e Marketing Político

October 30th, 2011 2 comentários

(as referências nas diversas áreas de Comunicação e Marketing Político e Eleitoral serão sempre atualizadas neste documento no meu SlideShare)

Devido a diversos pedidos de recomendação de literatura sobre Comunicação e Marketing Político (tanto no mundo digital, quanto nos meios tradicionais) selecionei alguns livros, sites e artigos sobre o tema. Cheguei a dezenas de sugestões, desde manuais práticos em português até cursos de mestrado no exterior.

Se você tem alguma recomendação que não está abaixo, por favor, fique à vontade para me mandar. Vou ler com calma e, eventualmente, incluir nesse post.

Vejam a seguir:

:: LIVROS em PORTUGUÊS

:: LIVROS em INGLÊS

:: SITES e BLOGS

:: REDES SOCIAIS

:: ARTIGOS, APRESENTAÇÕES e MATERIAL ACADÊMICO

:: CURSOS no BRASIL
:: CURSOS no EXTERIOR
outros posts sobre Marketing e Política no blog e uma seleção de links (incluindo os deste post e outros) no meu Diigo. Veja também minhas palestras sobre o tema (PPTs para download):

Marketing Viral – sucesso planejado ou mera sorte?

August 14th, 2011 3 comentários

No início do mês ministrei uma palestra para a InterNews, em São Paulo, com o tema Marketing Viral. Logo quando fui convidado, disse que não acredito em marketing viral da forma como o conceito é compreendido e vendido no mercado. Assim, chegamos a um formato de palestra bem interessante, no qual pude falar do tema sob uma ótica crítica.

O termo Marketing Viral provavelmente foi proposto por pesquisadores da Harvard Business School em um artigo acadêmico. Em 1996, profissionais da FastCompany popularizaram o termo com o artigo The Virus of Marketing. Muitos de nós se lembram do que é considerada a primeira iniciativa viral da história da internet: a assinatura nos emails do Hotmail. Você poderá ver mais sobre o histórico e definições do tema na Wikipedia.


Basicamente, como colocado por Hird e Poulsen (2002), para uma campanha ser considerada viral ela deve atender a dois requisitos fundamentais dos vírus: reprodução e sobrevivência de maneira independente. Se atentarmos para esta definição é fácil entender pq é literalmente impossível prever que determinada ação irá viralizar e, por consequencia, é impossível comprar ou vender “um marketing viral”.

Talvez essa seja minha principal crítica – ações de marketing viral são vendidas no mercado, prometendo mundos e fundos e, em boa parte dos casos, os resultados são um desastre. Mais que isso, questiono a eficácia das ações virais. Perto de 100% dos vídeos virais são meramente de conteúdo bizarro e/ou engraçadinho. Raros são os casos de uma empresa ter conseguido bolar um conteúdo lúdico e que passasse uma boa imagem de sua marca ou de determinado produto. O que quero dizer é que nos lembramos da piadinha ou da aberração, mas não fixamos qual a marca que está por trás daquela comunicação. Abaixo, um exemplo bacana de viral da Samsung que, claramente, está comunicando bem características da marca.


Nossa sociedade está patologicamente dependente de novidades bizarras e essa constante necessidade de novos conteúdos de entretenimento não permite que, de fato, os chamados vídeos virais atendam a uma das premissas propostas por Hird e Poulsen – sobrevivência. Em pesquisa da Viral Ad Network (2010) descobriu-se que há somente 8,5% de chances de um vídeo viral permanecer entre o ranking dos 10 mais vistos de uma semana pra outra.

Com isso em mente, comecei a tentar desenvolver um modelo que mostrasse que o barato não é causar um megabuzz com um vídeo hilário que irá trazer quase nenhum (ou zero mesmo!) retorno pra marca, mas sim sustentar ações de comunicações que vão crescendo de maneira mais sólida em longo prazo.

Como na internet já há de tudo, busquei pesquisas e artigos com autores que já tivessem estudado e proposto algo semelhante. Assim, encontrei no Blogging Book Shelf um post sobre Marketing Bacterial!

Esqueça o Marketing Viral - vá de Marketing BACTERIAL!
Bem, a principal idéia da palestra e deste post foi passar pela história e definição de Marketing Viral, compartilhar alguns cases e, por fim, mostrar que é muito -muito- difícil provocar a viralização de uma campanha corporativa. Com isso em mente, vale investir em uma estratégia bacterial que será mais sustentável e crescerá de maneira mais controlada e realista.

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