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Planejamento e Estratégia

Metodologia de Planejamento para entrada de sua Marca nas Mídias Sociais

Há muita dúvidas sobre como colocar a marca de sua organização (ou de seus produtos/serviços) nas mídias sociais de maneira segura, estruturada e bem pensada. Não acredito que haja um modelo correto ou uma fórmula mágica. Cada empresa (e cada submarca de uma empresa) é diferente, atende a objetivos diferentes, públicos distintos, está inserida em um cenário/mercado particular etc. Ou seja, podemos ir com a máxima de “cada caso é um caso“!

É justamente para tentar lidar com problemas tão diversos que existem as metodologias. Não se tratam de fórmulas infalíveis mas, certamente, são guias que podem ser muito úteis para auxiliar em sua contingência particular e colocar a sua marca de maneira mais planejada no mundo social online.

Ao longo desses anos tenho aplicado muitas metodologias e frameworks que aprendo em pesquisas, livros e artigos acadêmicos. É inevitável pegar um pouco daqui, misturar com um pouco dali e, com isso, com o tempo, acaba-se por chegar a uma espécie de “metodologia própria“, que nada mais é do que uma combinação de modelos adaptados para as realidades com as quais trabalho e com as particularidades de minha própria empresa e equipe.

:: Metodologia para Entrada de Marcas nas Mídias Sociais

Cada vez mais estou convencido que o sucesso em serviços (por exemplo, consultoria, planejamento e estratégias em marketing digital) deve ser co-construído com o cliente, para assegurar a adesão na empresa e para maximizar as chances de o resultado ser útil e eficiente. Há muitos outros benefícios, naturalmente, e falo sobre eles nesse podcast.

Com isso, compartilho as linhas gerais de como temos ajudado marcas públicas e privadas a entrarem nas mídias sociais. Utilizamos um formato de workshop envolvendo representantes de várias áreas da organização para chegarmos ao resultado final, que seria algo como “Plano para colocar a empresa XPTO no Facebook” ou “Como será a presença social de nosso serviço ABC”.

Acredito que esse modelo sirva para orientar organizações no planejamento, desenvolvimento, implantação e gestão, tanto de mídias sociais, quanto de outras áreas de comunicação e marketing online, como: Planejamento Estratégico, Políticas e Manuais (Política de Mídias Sociais, Manual de Conduta de Funcionários), Campanhas pontuais nos canais digitais, novos sites e intranets, entre outros.

:: Formato e Participantes

O melhor formato é aquele que incentiva a participação de maneira organizada e útil para o trabalho e o grupo. Para isso, sugiro:

  • Um facilitador - preferencialmente externo ou, se interno, que tenha algumas características como: liderança formal e informal, saber estimular as discussões, mas também saber quando pausá-las e seguir em frente, conhecimento mínimo da empresa e vasto conhecimento técnico sobre as possibilidades e potencialidades do ambiente digital
  • O local do workshop é importantíssimo e deve ser, preferencialmente, fora do ambiente normal de trabalho. Se for dentro do escritório, o “clima” não estimulará pensamentos diferentes, um relaxamento mental propício, distância das tarefas do cotidiano, emails, ligações etc
  • Carga horária – costumo preferir dividir algumas interações e discussões presenciais com tarefas distribuídas presencialmente, mas feitas e entregues remotamente. Não há como fazer um trabalho decente em menos de 8h, mas também não passe de 16h. O Facilitador deve organizar a estrutura/tópicos do trabalho e alocar tarefas mais complexas e lentas (por exemplo, as que exijam pesquisa mais profunda) para serem travadas remotamente, para depois serem compartilhadas com o grupo – seja em outro encontro presencial, seja em um grupo online (no Facebook, Google Drive etc)
  • Perfil dos participantes – para maximizar a chance de buy in e estimular a criatividade  considero importante unir pessoas de diferentes áreas e backgrounds. Para isso, envolva não somente o pessoal de comunicação e afins (jornalismo, marketing, RP, imprensa etc), mas é fundamental ter representantes de Atendimento ao Cliente (e/ou Ouvidoria), RH (Recursos Humanos, Gestão de Pessoas, Departamento Pessoal, ou como chamarem em sua empresa!) e Tecnologia (TI, informática, enfim…), além de outros departamentos como Pesquisa, Vendas / Comercial e outros.

::  Desenvolvimento e Aplicação da Metodologia – Etapas de Trabalho

Quanto às Etapas que devem ser tratadas no conteúdo/escopo do documento que resultará do workshop (Planejamento, Estratégia, Plano, ou como você quiser chamá-lo), proponho que pense em responder a algumas perguntas. Essas respostas serão a “munição” para redação ou confecção final do trabalho. Minha sugestão segue a seguinte linha:

Etapa 1 – Objetivos

  • Por que vamos entrar nas Mídias Sociais (ou especificamente no Facebook, no Twitter, ter um blog etc)
  • O que queremos para nossa empresa? Quais os benefícios pra gente?
  • Quais os objetivos de curto, médio e longo prazos?
  • Quais públicos vamos atingir (elenque uns três prioritários e outros três a cinco secundários)?
  • Qual nome da nossa página ou perfil (reserve todos os nomes bons que pensar em todos os ambientes sociais!)?

Etapa 2 – Conteúdo

Uma vez definido o horizonte de objetivos, é importante que pense em conteúdo.
Não é à toa que há aquela máxima de que, na internet, “Conteúdo é Rei”. Cada vírgula, cada post, cada foto – tudo isso deve ser pensado como uma ferramenta de MARKETING, “travestida” de conteúdo, para entregar os objetivos para os públicos selecionados.

Com isso em mente, reflita sobre:

  • Como fazer a customização visual? (qual pegada, como será, quem fará, com qual frequência irá mudar – lembre-se que o visual deve ter a ver com sua empresa e sua marca, mas também é uma ferramenta de entregar a mensagem-chave com estratégia!)
  • Que tipo de conteúdo vamos entregar? (quais temas, assuntos, qual formato – texto, imagens, vídeos, áudio, infográficos etc)
  • Com qual frequência vamos publicar?
  • Nossa abordagem será mais participativa? Promocional? Relacionamento?
  • Quanto interagir? De que maneira? (curtindo, comentando, levando para nossos serviços, oferecendo conteúdo premium etc)
  • Quem vamos curtir/seguir/ser amigos? (por mais que muitos desconsiderem essa parte, é muito relevante pensar nisso! Lembre-se: diga-me com quem andas e direi quem és. Os atores sociais com os quais você se relaciona dizem muito sobre quem é sua marca)
  • Quem vamos replicar? Comentar?
  • Qual conteúdo adicional (abas, boards, aplicativos, jogos etc) vamos ter? (e por que teremos essas abas?)
  • Qual o tom de voz da nossa organização? (jovem, moderno, tradicional, frio, sério, light, falaremos “a empresa…” ou “nós…” etc)

Etapa 3 – Governança e Gestão

Depois de toda essa parte que trata da gestão estratégica de conteúdo, pense na parte operacional:

  • Dado nossos objetivos, metas e o conteúdo, como vamos assegurar esse sucesso?
  • Qual equipe (perfil, quantidade)?
  • Quais papéis e responsabilidades de cada membro?
  • Quem irá produzir / gerar o conteúdo (essa equipe? áreas internas?)
  • Como serão as interfaces com as áreas internas?
  • Quais os processos de aprovação de conteúdo?
  • Como nos prepararmos (treinar equipe? contratar?)

Etapa 4 – Mensuração do Sucesso

Por fim, não esqueça de pensar que tudo tem que ser mensurado. Do contrário você não saberá o que está fazendo de certo ou de errado, bem ou mal, e não terá como mostrar internamente se vale a pena ou não! Ou seja, nesta ultima etapa você deve pensar em:

  • Como vamos mensurar (Analytics do Facebook? Integração com Analytics dos sites? Ferramenta de Monitoramento? Recursos internos ou externo? Pagas ou gratuitas?)
  • O que vamos mensurar? (cliques, curtidas, interações, feedback positivo/negativo/neutro, quantidade de conteúdo postado, frequência de posts, volume de comentários etc)
  • De quanto em quanto tempo vamos produzir relatórios? Quem irá produzi-los?
  • Quem vai mensurar? (essa responsabilidade de mensuração e produção de relatórios é de quem?)
  • Para quem iremos apresentar os relatórios?
  • Como serão os modelos (templates, conteúdo, tópicos) desses relatórios?
  • Como utilizaremos esses dados para melhorar nossa abordagem?
Bem, em linhas gerais e no que me limita um post (já bem longo!), acho que é isso aí. Essas orientações certamente o ajudarão a conduzir processos semelhantes na sua organização.
Por fim, enumerei e comentei sobre alguns dos principais benefícios de utilizar uma abordagem de workshop, mais colaborativa e integradora, quando for planejar suas ações no mundo digital. Esses benefícios podem ser ouvidos nesse podcast.

Ferramentas de Monitoramento e Inteligência Social

Depois de uma excelente discussão em um grupo no LinkedIn, compilei as sugestões de diversos profissionais sobre algumas das principais ferramentas de monitoramento social e inteligência competitiva na internet. As dicas foram extraídas de contribuições de feras como Tarcízio Silva (da PaperCliq e professor do MBA em Marketing Digital da FGV), Paulo Milreu, Marcel Ayres (também da PaperCliq), Lucas VGR, Bismarck Silva, entre outros.

Veja a lista:

Existem diversas (muitas, inúmeras) formas de se monitorar o ambiente social. É possível perseguir seus competidores, clientes e prospects, bem como entender como é a percepção da sua marca frente a estes públicos.

Na verdade, independentemente das ferramentas que você escolher, pense na internet como uma excelente fonte (em muitos casos, a melhor) para alimentar a inteligência competitiva de sua empresa. Como costumo dizer, a internet é a ferramenta que marketing sempre pediu a Deus em seus desejos mais eternos e íntimos!

A seguir, coloquei outras opções (grande parte free) e tentei dividi-las por canal ou segmento específico.

:: TWITTER

:: BLOGS

:: SITES

Não pense em “qual a melhor ferramenta”… na verdade, você deverá usar uma seleção delas para monitorar sua marca, seus produtos, e seus competidores. Navegue, experimente e veja quais são as mais úteis para seus objetivos. Lembre-se que cada uma tem uma função, pontos fortes e fracos. Por isso, será necessário escolher algumas para fazer um trabalho de inteligência de marketing realmente sólido e de valor para a organização.

Parte delas são pagas, outras gratuitas. Minha sugestão é que você use um mix de algumas destas para ajuda-lo no monitoramento e, mais que isso, nos processos de definicação do ambiente de marketing que orientará seu planejamento estratégico de marketing digital.

Por fim, vale checar essa seleção de links sobre Monitoramento que tenho no Diigo.

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Klout – o índice de relevância digital

Uma das principais vantagens da internet, do ponto de vista de marketing, é a facilidade com que podemos mensurar diferentes variáveis que influenciarão a tomada de decisões estratégicas da empresa. Nesse sentido, há literalmente milhares de ferramentas (pagas e gratuitas) para auxiliar o profissional de marketing a coletar, filtrar e compreender o monumental universo de dados de comportamento e uso dos internautas nos sites, redes sociais, blogs etc.

Com tamanha vastidão de possibilidades, o mercado tem caminhado naturalmente por convencionar algumas medidas, adotar alguns padrões. Provavelmente uma das principais é o Klout, definido como a medida da influência online de determinado ator social (uma pessoa, marca, produto, empresa). O Klout utiliza 35 variáveis, aplicadas aos perfis no Twitter, LinkedIn e Facebook, pra mensurar a influência – Alcance Real, Probabilidade de Amplificação e Rede de Relacionamento.

  • Alcance Real – é o tamanho de sua audiência, com base em seus seguidores/amigos que de fato ouvem e reagem às suas mensagens
  • Probabilidade de Amplificação - é o nível potencial de suas mensagens gerarem ações (replies, RTs, curtir e comentários)
  • Rede de Relacionamento - mostra o quão influente sua audiência é.

Com esta medida de Klout, você conseguirá saber o grau de influência do ator pesquisado. Por exemplo, se sua marca receber um comentário negativo no Twitter ou Facebook, você conseguirá medir a influência e o potencial impacto que o ofensor terá com aquele feedback. Isso te ajudará a entender quem são os principais ofensores e advogados, avaliar quando e como reagir a mensagens diversas, e definir estratégias de relacionamento com os principais influenciadores-chave.

Você conseguirá medir o Klout de qualquer perfil diretamente no Klout.com. Além disso, algumas ferramentas de gestão de redes sociais, como o Hootsuite (meu predileto!), já trazem o Klout embutido em suas funcionalidades (no PPT abaixo coloquei esse exemplo do Hootsuite também).

:: Como avaliar se a pontuação do Klout é alta ou não?

Naturalmente, o Klout é relativo para cada universo pesquisado. Ou seja, se no seu segmento de atuação é média de Klout é 30, alguém que tem o score 33 é relevante.

De maneira geral, no entanto, podemos considerar o seguinte:

  • Até 40 tende a ser irrelevante - provavelmente você poderá ignorar a interação deste usuário
  • Entre 40 e 50 a coisa começa a ficar mais interessante. Vale ler com mais atenção os últimos posts deste ator nas redes sociais e ficar observando qual as próximas reações que ele terá
  • Entre 50 e 60 recomendo passar a levar a sério o feedback do usuário. Um elogio ou uma crítica podem ter repercussões relevantes
  • Entre 60 e 75 certamente é um influenciador em um ou mais segmentos. Ouça com atenção, reflita sobre qual o melhor caminho para reagir e trate do caso com carinho
  • Acima de 75… bem, partindo do princípio que raríssimos influenciadores brasileiros terão score superior a 85, aglutinei todos estes mega-influenciadores-ultra-relevantes na categoria 75+. Se um ator social com esse grau de Klout falar bem de você, te seguir ou te recomendar, parabéns, pode se preparar pra um ótimo e bem sucedido impacto. Agora, companheiro, se o usuário estiver te metendo o malho… pare, pense, pesquise com mais calma o problema e monte uma ação séria, sensata e de valor para tratar do assunto. Eventualmente, não descarte acionar o red alert e começar uma reunião com seu comitê de e-crises.

:: Como elevar meu nível no Klout?

Com base nas definições de cada uma das 35 variáveis do Klout, para elevar seus pontos e grau de influência, você precisa:

  • Ser seguido por perfis influentes
  • Ter seus posts/comentários > RT, curtidos, comentados
  • Ter cliques nos links que você posta
  • Ser ativo – falar, postar, contribuir, compartilhar… escrever, agir!
  • Siga também – redes sociais são ambientes de interação. Mantenha, no máximo, uma relação de 12/1 (a cada 12 pessoas que te segue, siga uma)

:: Cases relevantes

Coloquei em um PPT (veja abaixo ou faça download aqui) recomendações e melhores práticas sobre como utilizar o Klout, algumas informações úteis sobre a ferramenta, e exemplos que admiro, relevantes e com boa pontuação de relevância.

 

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Não se esqueça jamais do seguinte – o Klout não é suficiente para qualquer tomada de decisão! Como falei neste post, trata-se de uma das ferramentas para auxílio na tomada de decisões estratégicas (uma bem importante, claro). Ou seja, talvez o usuário pesquisado não tenha um Klout forte/alto, mas ao procurá-lo no LinkedIn você poderá ver que se trata de um alto executivo de uma empresa importante, por exemplo. Ainda, se possível, consulte mais sobre ele na base de dados de sua empresa. Novamente – pode não ser muito influenciador nas redes sociais, mas talvez um cliente super especial, que gaste muito todos os meses com você.

Ficando atento a estas recomendações e tomando cuidado com eventuais armadilhas, estou certo que o uso do Klout como mensuração do grau de influência de seus seguidores, ofensores e advogados, será bastante útil para formulação de suas estratégias de comunicação e marketing digital.

:: De onde vem o termo Klout?

Por fim, vale compartilhar essa curiosidade, trazida pelo Daniel Godoy Lopes, que foi meu aluno em um curso para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília. Segundo Daniel, ”to have clout” significa ter poder, ter influência, especialmente política. Com base nisso, fica até mais fácil entender de onde os criadores da ferramenta puxaram o “Klout“.

 

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Melhores podcasts de 2009 e 2010

Infelizmente o Gengibre não é indexado e também não é lá tão fácil de buscar em seu próprio site. Por isso, estou fazendo uma série de posts com resumos dos podcasts que publiquei até o momento. Esse primeiro post trata dos principais conteúdos em áudio que produzi em 2009.

:: Relevância – a nova moeda do mundo digital
Série de 4 podcasts originalmente publicados no Nós da Comunicação

:: Agências – evolução, contexto e desafios
Diversos podcasts sobre temas ligados a Agências e a nova realidade deste mercado

:: Outros podcasts sobre a área de Marketing

Para ouvir todos os podcasts, visite meu Gengibre.