Nino Carvalho – Consultor e Professor

O Poder Judiciário e as Mídias Sociais

26 de fevereiro de 2013

O uso estratégico das Mídias Sociais foi o tema central do Encontro Nacional de Comunicação do Poder Judiciário, que aconteceu no dia 26 de fevereiro de 2013, em Brasília. Representantes do Supremo Tribunal Federal (STF), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Ministério da Justiça (MJus), Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre outros membros do Setor Público estavam presentes para discutir o tema, tão sensível, quanto importante e desafiador para qualquer marca pública (ou privada!).

Foto - Prof Nino Carvalho em Palestra no CNJ sobre Midias Sociais e o Poder Judiciario (credito - Glaucio Dettmar, STJ)A abertura do evento contou com a presença da Ministra Eliana Calmon, vice-presidente do STJ, que falou brilhantemente da importância da comunicação digital para o relacionamento das instituições do Judiciário com os cidadãos brasileiros e outros stakeholders das organizações públicas. A Ministra reconheceu a dificuldade de o Judiciário se relacionar com a imprensa e destacou que as organizações ligadas a este Poder foram as últimas a se abrir para o mundo online.

Particularmente, considero que, principalmente por limitações claras do Judiciário (seja por esta entrada atrasada nas mídias sociais, seja pelos temas tratados ou pela diferença significativa de orçamento de comunicação quando comparado a marcas do Legislativo e do Executivo), marcas como STJ, CNJ e CNMP merecem palmas pelo trabalho de vanguarda que têm feito no mundo digital, sendo o Superior Tribunal de Justiça uma das marcas com maior audiência em toda a web brasileira.

Outro ponto relevante na abertura da Ministra foi a importância dada em se utilizar a internet de maneira mais estratégica, aproveitando o potencial online para colecionar inteligência competitiva e entendimento do mercado. Nesse sentido, a Ministra Eliana Calmon reforçou que “quase todo foco das instituições do Judiciário está em falar o que nós achamos do Judiciário. O que importa é que saibamos como a sociedade nos enxerga e, a partir daí, podemos criar um Judiciário realmente diferente”.

:: As marcas públicas devem ir além do Facebook e Twitter para relacionamento com o cidadão

Tive a oportunidade singular de ser o único convidado “de fora” e, como coloquei na minha palestra (com o tema As Mídias Sociais e o Poder Judiciário), isso me dá certa liberdade de ser “mais inconsequente” nas provocações e análises. Como esperava, os pontos que destaquei foram muito bem recebidos e, acredito, irão gerar boas discussões internas nos órgãos do Poder Judiciário e em outros organismos públicos.

O grande mote que tentei ressaltar foi o papel que as marcas públicas (inclusive, ou principalmente, as do Judiciário) têm de dar à internet, indo além do estágio simplório, óbvio e superficial de ter um bom site e uma sólida presença nas redes sociais, e passar a utilizar as plataformas online para facilitar e fomentar discussões realmente úteis entre o poder público e a sociedade. Como reforcei, se esse gap não for abraçado por organizações públicas, será (em alguns casos, já está sendo!) ocupado por iniciativas privadas.

Em nossa breve análise, mostramos que as marcas do Judiciário (como não é muito diferente das marcas públicas, como já tratamos nesse podcast!) precisam dar mais um passo e começar a participar ativamente das discussões, migrando do “eu falo, vocês escutam” para algo como “todos conversamos e criamos, a muitas mãos, um Brasil melhor para todos).


 

De maneira, acredito, pioneira, tentamos propor um exercício interessante para as marcas públicas – migrar o conceito de Geração e Captação de Leads, amplamente utilizado no Setor Privado (particularmente em empresas de Comércio Eletrônico), para o contexto da área pública. Ou seja, olhar os internautas como “prospects“, que também devem ter seus objetivos de conversão. Em vez de lucro, a conversão no Setor Público pode ser entendida como uma mudança de atitude frente a determinado assunto, por exemplo.

Para enriquecer e aprofundar esse debate, gravei um podcast que pode ser ouvido aqui.

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