Nino Carvalho – Consultor e Professor

Anticampanhas Digitais – caso da Shell x Greenpeace

14 de agosto de 2012

Recebi de uns alunos um link que apontava para uma possível ação mal sucedida da Shell. Aparentemente era um concurso cultural cujo tiro saiu pela culatra.

Neste suposto concurso, os internautas eram convidados a colocar frases em imagens do Ártico. Todas as frases eram extremamente agressivas, depreciativas e irônicas, associando a marca Shell a problemas de poluição, descaso com a ecologia, lucros em detrimento do planeta etc.

Na verdade, o caso era mais uma ação muito bem orquestrada do Greenpeace. O grupo de ativistas ambientais já havia soltado outras bombas contra a própria Shell, além de anticampanhas focadas em outras marcas de peso (como o famoso caso do KitKat, da Nestle).

Preparamos uma apresentação sobre o case Shell x Greenpeace (também disponível para download aqui) e aproveitei para gravar um podcast sobre o tema.


É interessante perceber e refletir sobre um ponto em particular: quando há uma pessoa física (ou mesmo um grupo de indivíduos) se manifestando contra uma marca (como é comum, desde sempre, no mundo offline), é compreensível -embora não justificável- que a marca ignore ou dê pouca atenção à tal manifestação. No fim das contas, poucas pessoas ou pequenos grupos ainda não conseguem ferir facilmente uma grande marca (infelizmente, na prática essa ainda é a verdade).

No entanto, certamente as empresas, que ainda sequer estão prontas para atender propriamente a indivíduos, não têm quaisquer chances de reação quando o ataque ou retaliação partem de grupos organizados. É justamente sobre esse ponto específico que trato no podcastShell e Greenpeace – retaliações organizadas.

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