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Debate: as Mídias Sociais no Sistema Eleitoral Brasileiro

Depois do impacto positivo de nossa apresentação durante o Encontro Nacional de Comunicação do Poder Judiciário, o prof. Nino Carvalho irá ministrar uma palestra para os Assessores de Comunicação da Justiça Eleitoral do Brasil, em um evento promovido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O tema tratado será sobre “A importância das Novas Mídias na Comunicação Institucional” e apresentaremos uma breve pesquisa sobre como os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) de cada estado brasileiro estão utilizando as ferramentas online para prover mais informações e engajamento com a sociedadeNa ocasião, Nino irá dividir a mesa com o Secretário de Comunicação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Marcone Gonçalves.

 

Tribunal Superior Eleitoral - TSE, em Brasília

 

O evento acontecerá nos dias 20 e 21 de março, em Brasília, com os objetivos de alinhar a linguagem de comunicação e assessoria de imprensa dos TREs do país, e discutir melhores maneiras de entregar informações sobre a Justiça Eleitoral aos cidadãos.

Logo do Encontro Nacional de Assessores de Comunicação da Justiça EleitoralSerão oito painéis, com debatedores tanto do Setor Público, quanto de empresas privadas. Alguns dos principais nomes do encontro incluem: Ministra Carmen Lúcia (Presidente do TSE), Carlos Henrique (Secretário-Geral da Presidência do TSE), Sérgio Amaral (Chefe de Jornalismo da TV Bandeirantes), Celso Fontão (Coordenador do Jornal da Globo e do Bom Dia Brasil), Marlon Herath (Editor da Globo News), e os Secretários de Comunicação do STF (Wellington Silva), TST (Alexandre Machado) e STJ (Armando Cardoso).

A programação completa está nesta página, no site do TSE.

Vale mencionar que, em 2011, o prof. Nino Carvalho ministrou um Programa de Capacitação para profissionais de Comunicação Social do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), com foco em ensinar os alunos sobre como aproveitar os canais digitais para potencializar o alcance de comunicação da organização.

Você poder ler o post sobre o Encontro Nacional de Comunicação do Poder Judiciário, ouvir o podcast sobre o tema, ou fazer download de nossa apresentação utilizada no evento.

Leia também o post no site do TSE com as considerações de conclusão do evento, podcast e vídeo.

Estudo analisa a presença dos governos estaduais no Facebook

Grande parte dos governos estaduais brasileiros ainda não utilizam bem as mídias sociais como ferramentas de relacionamento, branding e inteligência.

Em setembro de 2012, a Nino Carvalho Consultoria elaborou um estudo sobre como os Governos Estaduais brasileiros estão utilizando o Facebook como ferramenta de comunicação e relacionamento com seus diferentes públicos. Esta é a primeira de uma série de pesquisas intitulada #PráticasPúblicas, que irá estudar diversos aspectos de como as organizações públicas do Brasil têm aproveitado o potencial da internet para estreitar laços com o cidadão, maximizar o impacto de sua comunicação e, naturalmente, promover sua marca junto aos principais públicos de interesse.

Neste primeiro estudo, observamos que grande parte dos Governos Estaduais brasileiros ainda não utilizam as mídias sociais, particularmente o Facebook, de maneira eficiente. Na verdade, majoritariamente, os Governos ainda aproveitam timidamente o rol de possibilidades do mundo online de maneira geral.

Principais Achados

As fanpages dos estados costumam ser atualizadas regularmente, mas têm uma linha basicamente promocional (ou seja, de comunicar e promover as atividades do estado), em vez de focar em relacionamento e atendimento ao cidadão.

Poucos são os casos de bom uso de abas importantes, como a de Eventos, e raros são os estados que apostam em aplicativos ou funcionalidades mais interativas. Mesmo a área “Sobre”, que deveria trazer informações fundamentais e úteis sobre a marca, não é propriamente aproveitada.

Apesar de a região Nordeste ter pouco volume de usuários no Facebook (são somente 12% dos brasileiros, segundo pesquisa da Consumidor Moderno – 2012), três dos cinco estados com mais curtidores são nordestinos: Ceará (segundo com mais curtidores), Paraíba (terceiro) e Maranhão (quinto). 

No Sudeste, destacamos a recém-criada fanpage de Minas Gerais, que chega aos seus três meses com mais curtidores que a do Estado do Rio de Janeiro (que foi criada em janeiro de 2010). Ressaltamos que, enquanto a página mineira utiliza apenas recursos de imagem e texto, a do Rio explora outras opções, como aplicativos.

Dentre alguns dos pontos negativos observados (tentando nos ater aos mais básicos que a rede social oferece/possibilita), há casos em que sequer a URL é customizada, como nos casos do estado de Alagoas e do Amazonas. Além disso, em muitas ocasiões os governos tendem a não interagir (sequer curtem comentários em suas postagens), como observamos com a fanpage de Sergipe. Erros de usabilidade (links quebrados, abas confusas, entre outros) e de abandono (intervalos, por vezes, de semanas sem postar) também são frequentes.

Em termos de aspectos positivos (e, em linhas gerais, temos excelentes exemplos no Brasil), podemos destacar atuações como as dos governos de Rondônia (que ultrapassou os 1.000 curtidores poucas semanas após nossa coleta de dados), Paraíba, Distrito Federal, São Paulo e Piauí, entre outros.

Nos chamou particular atenção a abordagem do Governo de Mato Grosso, que interage bem com seus fãs e promete não usar o “governês” nas postagens. A fanpage de Roraima também é interessante e usa muitas ações e campanhas educativas em seu conteúdo.

Conclusões

Há um longo caminho a ser percorrido pelo Setor Público no ambiente digital e isso, naturalmente, se reflete nas incursões dos governos estaduais em suas páginas no Facebook.

O Setor ainda precisa investir recursos nas mídias sociais, as equipes raramente possuem expertise ou contingente dedicado ao mundo online e as agendas políticas, por vezes, norteiam o conteúdo de maneira equivocada ou inapropriada.

No entanto, acreditamos que as organizações públicas possuem DNA muito mais afim com os valores mais básicos da internet: transparência, foco no cliente/cidadão, relacionamento. Enquanto as empresas privadas usam de maneira instrumental as mídias sociais, com vistas à conversão de usuários em clientes e utilizando o relacionamento com os stakeholders como uma mera forma de alavancar lucros, as instituições públicas têm o relacionamento com o cidadão como um dos objetivos-fim.

Ou seja, a máxima que prega que “marketing é ouvir e atender aos clientes”, de Ted Levitt, embora raramente considerada no mundo privado, é um movimento natural no ambiente público e, exatamente por isso, nossa crença é que as organizações deste setor têm muito mais chances de sucesso ao abraçar a comunicação digital e, verdadeiramente, se incluírem como mais uma peça na construção de uma sociedade melhor, seja para a população de determinado estado, ou para o país de forma geral.

Confira a pesquisa e deixe o seu comentário:

www.praticaspublicas.com.br

Referências sobre Comunicação e Marketing Político

(as referências nas diversas áreas de Comunicação e Marketing Político e Eleitoral serão sempre atualizadas neste documento no meu SlideShare)

Devido a diversos pedidos de recomendação de literatura sobre Comunicação e Marketing Político (tanto no mundo digital, quanto nos meios tradicionais) selecionei alguns livros, sites e artigos sobre o tema. Cheguei a dezenas de sugestões, desde manuais práticos em português até cursos de mestrado no exterior.

Se você tem alguma recomendação que não está abaixo, por favor, fique à vontade para me mandar. Vou ler com calma e, eventualmente, incluir nesse post.

Vejam a seguir:

:: LIVROS em PORTUGUÊS

:: LIVROS em INGLÊS

:: SITES e BLOGS

:: REDES SOCIAIS

:: ARTIGOS, APRESENTAÇÕES e MATERIAL ACADÊMICO

:: CURSOS no BRASIL
:: CURSOS no EXTERIOR
outros posts sobre Marketing e Política no blog e uma seleção de links (incluindo os deste post e outros) no meu Diigo. Veja também minhas palestras sobre o tema (PPTs para download):

Senado e a Internet – primeira iniciativa 2.0

Em meados de setembro recebi email de um aluno dos meus cursos sobre Marketing Digital para o Senado Federal. Ele apresentou a primeira iniciativa da instituição nas redes sociais: uma campanha estimulando o voto consciente > Seu Voto Faz o Congresso Nacional. A ação também tem perfil no Twitter (@vocenosenado) e saiu muito positivamente na mídia on e offline (veja exemplos diversos nos resultados do Google).

Gosto de pensar que a idéia nasceu, ainda que num formato muito embrionário, em uma acalorada discussão que tivemos no curso sobre como os recém egressos na área de comunicação do Senado poderiam utilizar a internet para reverter a imagem atual não apenas desta, mas de diversas instituições do poder federal. Compartilhamos alguns exemplos de comunidades e blogs criticando o excesso de corrupção, a compra de votos e os políticos de ficha suja.

Mas não foi este o único investimento que o Senado está fazendo em comunicação digital. Em setembro, a Casa promoveu um workshop de mídias digitais, que contou com alguns dos principais profissionais da área no país, como Manoel Fernandes, da Consultoria Bites. Além disso, também neste segundo semestre de 2010, o Senado Federal colocou sua biblioteca à disposição de consultas via internet. A Biblioteca do Senado tem mais de três milhões de conteúdos, em diversos formatos, sobre mais de cinco mil temas.

É fácil achar exemplos do que o brasileiro pensa do cenário político no Brasil. No Orkut, por exemplo, há uma enxurrada de comunidades com temas como Fora Sarney e As Eleições Viraram Circo. Naturalmente, também há comunidades com conteúdo positivo, que podem ter membros úteis, como válidos aliados para ajudar os órgãos federais a reverter esse legado negativo. Dentre os exemplos positivos, destaco Eu Assisto á TV SenadoPolíticos do Futuro.

A iniciativa é mais que louvável e necessária, principalmente nesse momento particularmente interessante dado à abertura da internet para exploração de campanhas políticas. Vimos muita loucura (desculpe, não há como classificar de outra forma) quase que inacreditáveis de candidatos em todas as partes do Brasil. Cheguei a dar uma palestra sobre Política e Internet e também achei alguns exemplos no mínimo bizarros:

  • Lindolfo Pires = utilizando música Beat It (Michael Jackson) em seu jingle
  • Mulher Pera = a profissional semi-analfabeta também tenta o dinheiro da vida fácil da política
  • O apelo pornográfico do “experimente o novo” feito por um plagiador das cores e até mesmo o logo usados na campanha do Obama!
  • E o compilado, em vídeo, das comédias do horário político… coloquei abaixo um mais, digamos, representativo, mas você também pode rir e chorar à vontade aqui.

Em meio a essa zona eleitoral é mais que importante o trabalho do Voto Consciente promovido pelo Senado Federal

Particularmente, vejo esse momento de Eleições 2.0 como um marco importante para separar o joio do trigo. Quem pensar em usar o potencial do meio digital para ser eleito, tá fora. Já aqueles que perceberem que devem aproveitar as ferramentas de comunicação digital para estreitar laços com os eleitores e, de fato, integrar os cidadãos em suas decisões políticas (verdadeiramente representando o povo no governo), esses terão muito mais chances de, após alguns poucos anos de investimentos sérios no relacionamento por intermédio da internet, receberem o retorno esperado: um lugar na política.

Parabéns aos alunos/colegas do Senado Federal e todos que fizeram parte dessa iniciativa. Espero honestamente que outros órgãos e políticos sigam o mesmo caminho. No mais, boa sorte a todos na hora do voto neste domingo e bola pra frente!

Por fim, deixo um texto que fiz pro Nós da Comunicação, contando sobre algumas boas iniciativas online de órgãos do Governo Federal.