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Referências sobre Comunicação e Marketing Político

October 30th, 2011 2 comentários

(as referências nas diversas áreas de Comunicação e Marketing Político e Eleitoral serão sempre atualizadas neste documento no meu SlideShare)

Devido a diversos pedidos de recomendação de literatura sobre Comunicação e Marketing Político (tanto no mundo digital, quanto nos meios tradicionais) selecionei alguns livros, sites e artigos sobre o tema. Cheguei a dezenas de sugestões, desde manuais práticos em português até cursos de mestrado no exterior.

Se você tem alguma recomendação que não está abaixo, por favor, fique à vontade para me mandar. Vou ler com calma e, eventualmente, incluir nesse post.

Vejam a seguir:

:: LIVROS em PORTUGUÊS

:: LIVROS em INGLÊS

:: SITES e BLOGS

:: REDES SOCIAIS

:: ARTIGOS, APRESENTAÇÕES e MATERIAL ACADÊMICO

:: CURSOS no BRASIL
:: CURSOS no EXTERIOR
outros posts sobre Marketing e Política no blog e uma seleção de links (incluindo os deste post e outros) no meu Diigo. Veja também minhas palestras sobre o tema (PPTs para download):

10 infográficos essenciais sobre mercado Mobile

Confira estes 10 infográficos selecionados sobre o mercado mobile. É muito impressionante perceber o quanto esta área cresceu, de aplicativos para smartphones, o chamado m-commerce e, mais recentemente, a febre dos tablets.

Não deixe de ver também outras coleções de links no meu Diigo. São mais de 50 com a tag mobile e outros 120 só com infográficos.

:: A Invasão dos QR Codes ::

A Invasão dos QR Codes

 

:: As principais tendências do m-commerce ::

Principais Tendências do Mobile Commerce

 

:: O crescimento das mensagens de texto – SMS ::

Crescimento das Mensagens de Texto (by @Mashable)

 

:: Publicidade em dispositivos móveis ::

Publicidade e Cupons em Dispositivos Móveis

 

:: A evolução dos Jogos para Mobile ::

Crescimento e Evolução dos Jogos para Mobile

 

:: A história do iPhone ::

A História do iPhone (via @Mashable)

 

:: Como os dispositivos móveis estão mudando as mídias sociais ::

Como dispostivos móveis estão mudando as mídias sociais (via @flowtown)

 

:: Tudo sobre Geolocalização ::

Tudo sobre Geolocalização (via @vuelodigital)

 

:: Processo de pagamento mobile ::

Processo de pagamento em dispositivos móveis

 

:: Marketing Móvel ::

Marketing Móvel

O STJ e as Mídias Digitais

Na última semana ministrei um treinamento em mídias digitais para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília. A turma era basicamente formada por profissionais de comunicação (jornalistas, publicitários e relações públicas) e o foco era capacitar os colaboradores do STJ a utilizar de maneira estratégica o potencial digital em suas ações de comunicação.

STJ - Superior Tribunal de JustiçaÉ um trabalho um tanto desafiador para os profissionais do STJ. Seus stakeholders são tão distintos quanto advogados em busca de atualizações em processos legais até estudantes do ensino médio que visitam regularmente as dependências do Tribunal (aliás, diga-se de passagem, é um lugar lindíssimo, muito agradável, organizado e limpo – vale uma visita!). Somado a isso, há muitos outros desafios, como recursos humanos e financeiros escassos, lentidão em processos para adoção das mídias digitais em toda a organização, pouca expertise na área digital, entre outras. Lugar comum em organismos públicos no Brasil, infelizmente…

Apesar de todos os obstáculos, me impressionei positivamente com algumas ações online do STJ, principalmente ao compará-lo com outros órgãos semelhantes de outros países. Naveguei por sites e perfis no Twitter e Facebook (raríssimos!) de Tribunais de Justiça similares de países como Reino Unido, Chile, Colômbia, Estados Unidos, Espanha, Itália, Portugal (lamentavelmente o mais fraquinho…), Costa Rica e México, entre outros. Destes, apesar de haver alguns insights positivos no site do Chile e do Reino Unido particularmente, mesmo com seus problemas, o STJ do Brasil está muito bem posicionado.

O site do STJ é antiquado, muito poluído e confuso. No entanto, nenhum dos outros sites estudados oferece tanto conteúdo relevante aos seus públicos. As notícias são publicadas com muita regularidade (no dia do treinamento, contei uma notícia a cada meia hora, em média – e olha que havia 30 pessoas da equipe de comunicação “trancadas” no curso!!), há links para vídeos e podcasts, as buscas são úteis e realmente funcionam, e há uma área dedicada a crianças e jovens. O Facebook e o Twitter do Tribunal é atualizado automaticamente em grande parte, o que minimiza as possibilidades de interação com a comunidade. No entanto, o Facebook traz muitos vídeos e fotos, o que enriquece a oferta de conteúdo.

Print do Site do STJ - Superior Tribunal de Justiça

O que poderia ser melhorado em curto prazo e com poucos investimentos:

  • É preciso haver um trabalho de SEO urgentemente. Apesar do peso do STJ, o PageRank não passa de 5
  • Equibilibrar melhor as atualizações automáticas X manuais em ambas as redes sociais nas quais o STJ possui perfil ativo (Facebook e Twitter)
  • Divulgar mais e melhor conteúdo multimídia (os vídeos, podcasts e imagens) nas redes sociais
  • Adicionar opções de compartilhamento e curtir nas notícias do site
  • Melhorar (diminuir, mudar a linguagem, adicionar depoimentos e fotos) a seção de Estágios, dado que  é um público importante para o STJ e, como gosto de dizer, estes jovens respiram oxigênio online
  • Ampliar o espectro de posts para madrugadas e horários especiais, principalmente no Twitter, entre 20h e 22h (ainda que, inicialmente, com posts pré-agendados)
  • Dosar melhor a relação followers/following (tendo a sugerir um mínimo de 12/1)
  • E, o mais importante, interagir mais, conversar mais, responder… ou seja, passar a ser um membro ativo e atuante na comunidade

Naturalmente, algumas mudanças são muito emergenciais (por exemplo, ter um novo CMS para gerenciar o site), mas enquanto não há disponibilidade dos recursos necessários, estes simples passos acima sugeridos certamente terão um excelente impacto positivo nas iniciativas digitais do Superior Tribunal de Justiça.

Se tiver mais interesse nesse tema, vale dar uma navegada por outros sites federais de Justiça de dezenas de países do mundo.

Como é a presença online de Ministérios da Defesa de diversos países

November 27th, 2010 Sem comentários

Nos dias 22 e 23 de novembro ministrei um curso de Planejamento Estratégico de Comunicação Digital para representantes seniores de dezenas de órgãos federais brasileiros. O curso foi organizado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) e fechou uma sequencia de atividades de treinamento e capacitação que a Secretaria tem organizado desde o início de 2010 (também tive a oportunidade de ministrar o primeiro curso da série, em abril, sobre Mídias Digitais).

Pude interagir com profissionais de diversos órgãos, incluindo Banco Central, Ibama, ANP, Correios, Finep, Receita Federal, Abin, Embrapa, Embratur etc, além de quase todos os ministérios (Planejamento, Turismo, Esportes, entre outros).

Bem, um dos alunos mais participativos e sempre com intervenções inteligentes representava o Ministério da Defesa e nossas discussões em sala me estimularam a fazer esse post. Visitei muitos sites dos departamentos oficiais de Defesa de diversos países, entrei em seus perfis sociais, analisei amostras do conteúdo… tudo isso me fez perceber algumas coisas bacanas e ter insights interessantes sobre como é a comunicação dos organismos oficiais nacionais de Defesa de alguns países com seus cidadãos e outros stakeholders.

:: O Ministério da Defesa do Brasil

O site oficial do Ministério (como o de outros ministérios) possui uma oferta imensa de conteúdo e encontrar a agulha no palheiro é complicado no meio de tantas páginas, seções e menus. Outra característica comum a sites de organismos públicos é utilizar uma linguagem que faz sentido só para quem trabalha na instituição ou é familiar com termos e expressões próprias (por exemplo, provavelmente poucos sabem o que é ESG ou HFA – logo em um menu no topo da homepage). Este foco interno e a necessidade política de dar voz aos diversos stakeholders de dentro da organização, também leva a um número demasiado de banners – são quase 20!  Mas gostei da qualidade das matérias (e também são recentes) e do conteúdo que explica mais e melhor o que é o Ministério da Defesa, qual sua função, a relação com cada uma das Forças Armadas etc.

Homepage do Site do Ministério da Defesa do BrasilHomepage do Ministério da Defesa do Brasil (print de 27-11-2010)

O Ministério trabalha bem seu perfil no Twitter e isso é uma surpresa muito positiva. De acordo com o TweetStats, o perfil é ativo desde Setembro de 2009, com picos de postagens em Abril e Maio de 2010. Atualizam o Twitter todos os dias da semana, em geral do meio da tarde ao início da noite (particularmente entre 18h e 21h), com maior volume de posts nas quartas e quintas.

No entanto, deveriam interagir mais. Há uma comunidade gigantesca de interessados em assuntos militares e de segurança pública, que vão desde jornalistas e profissionais de comunicação, comunidades de militares, aficcionados pelo tema, além do cidadão normal. Note que menos de 2% dos posts no perfil são replies e somente 15% Retweets (RTs), sendo que os RTs são, majoritariamente, referenciando outros órgãos federais. Vale dizer que há verbetes bem completos, tanto na Wikipedia em português, quanto em inglês, sobre o Ministério.

:: Outros Cases – qual país utiliza bem o meio digital para comunicação e relacionamento com o cidadão?

Uma grande decepção foi o site do Departamento de Defesa do Reino Unido. O país costuma ser exemplo em inovações e boas práticas na comunicação digital. Até a Rainha está online!! No entanto, seu site é fraco, pouco atraente, parece congelado desde 1997! No entanto, o Departamento está em várias redes sociais: YouTube (desde 2007, com 80 mil visitas no canal, cerca de 150 vídeos), Twitter (cerca de 6 mil seguidores e 3 mil tweets, listado 500 vezes), Flickr (com mais de 30 álbuns, centenas de fotos, desde março de 2008 no ar), e um perfil no Facebook (conteúdo muito rico e ativo, mais de 210 mil curtiram). Por fim, vale dizer que eles também possuem verbete na Wikipedia.

Os Estados Unidos também são exemplos que valem a análise. É de se esperar que a presença online do Departamento de Defesa dos EUA seja muito sólida, dados os investimentos e a marca que o poder militar norte-americano possui. Uma matéria muito interessante mostra que o órgão tem um manual sobre o comportamento esperado pelos militares nas redes sociais, bem como dicas de uso e claras mensagens de estímulo para que os soldados usem o Twitter e o Facebook.

O site do Departamento é elegante, bem estruturado, oferece uma boa experiência para o internauta. Logo na home há espaços bem condizentes com a cultura digital, como: Conteúdo mais Visitado, links para perfis sociais, galeria de fotos navegável, feed do Twitter oficial e dos responsáveis pelas Forças Armadas, além de um menu mais direto, simplificado e de fácil compreensão.

Homepage do site oficial do Departamento de Defesa dos Estados UnidosHomepage do Ministério da Defesa dos Estados Unidos (print de 27-11-2010)

Os sites e os perfis sociais de Ministérios da Defesa de países da América Latina também não são muito evoluídos. Longe disso, na verdade… Algumas críticas podem ser feitas a todos (como site poluído, confuso, pouco acessível, foco no público interno, baixa interação nas redes sociais). Um dos piores exemplos das dezenas de sites que visitei é o da Argentina (tomem hermanos!), que parece feito por um amador e me lembrou aqueles sites horríveis que conglomeram links para pousadas de cidades interioranas… uma zona total, uma pena.

O site do Ministério da Defesa do Chile me decepcionou muito, pois costumo ver excelentes cases do país. Antiquado, nada atraente, sem aparente presença em redes sociais e não oferece traduções para outras línguas. O exemplo que mais se aproxima de algo aceitável para uma organização de tanta importância em uma nação, é o site do Ministério da Defesa da Colômbia. Site bonitinho, com um embrião bacana de linguagem iconográfica, fácil acesso às redes sociais, fotos e vídeos logo na home… enfim, depois do site do Brasil, este é o que considero mais bem feito na região (note que não acho o exemplo colombiano um bom site – letras minúsculas, sem opções de acessibilidade, imagens parecem ter sido feitas em Power Point etc).

:: Análise, discussão e insights – o que o Ministério da Defesa do BRASIL pode fazer?

Guardadas as limitações das minhas observações (longe de ser uma pesquisa estruturada ou generalizável), listei alguns pontos que valhem ficar como pensamentos para o futuro:

  • Vale uma reestruturação na arquitetura e experiência do usuário. O site é ultrapassado, confuso, poluído, complicado. Com tudo isso, a regra do “Não Me Faça Pensar” foi pro ralo…
  • Melhorar a segmentação – seria mais fácil estruturar o site, reorganizar o conteúdo e oferecer um melhor serviço ao cidadão se a experiência fosse segmentada. Por exemplo, um assessor de imprensa não vai buscar (nem precisar) o mesmo conteúdo que um interessado em saber sobre a documentação para entrada na Reserva Remunerada… ou seja, é importante identificar quais são os principais públicos e focar melhor a entrega de conteúdo.
  • Lembrar que o público está fora da organização e não entende as siglas e termos específicos que fazem enorme sentido nos documentos e burocracia interna, mas são tão significativos quanto chinês para o internauta.
  • Se aproximar da cultura digital – detalhes no tom de voz e escolha de palavras mostram o quanto o Ministério está distante das convenções e regras abertas da internet. “Album Eletronico” deveria ser “Galeria de Fotos”. “Resenha” parece mais uma “Sala de Imprensa”…
  • As cores escolhidas para o menu parecem pegadinha. Façam um teste e vejam se é possível ler o menu de terceiro nível (aqueles que aparecem quando se coloca o mouse em cima, à esquerda da página).
  • Criar canal no Flickr e no YouTube para repositório de imagens e videos – isso facilitará a busca, o acesso e o consumo de conteúdo multimídia do Ministério
  • Ter sempre em mente que as pessoas têm dificuldade de compreensão (várias pesquisas mostram que mesmo pessoas com terceiro grau apresentam problemas na interpretação de textos) e, por isso, os textos devem ser menos chatos, densos, cheios de referências… preferencialmente deve-se oferecer conteúdo em formatos mais digeríveis como infográficos, áudios e vídeos.
  • Por fim, devem interagir mais (muito mais!) no Twitter, que é uma rede social baseada em diálogo frequente e aberto. É importante fazer isso – conversar.

Aproveite e veja outros exemplos válidos (positivos e negativos!):

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