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Panorama sobre as Mídias Sociais em 2012

O instituto de pesquisas Nielsen publicou um panorama sobre as mídias sociais em 2012 em todo o mundo. O relatório apresenta alguns fatos que contribuíram para a evolução das mídias sociais, bem como o impacto perante marcas e os consumidores, principalmente nas decisões de compra.

Nossa equipe avaliou e digeriu o relatório da pesquisa para trazer alguns highlights nesse post:

:: Mobile
Ainda que os computadores sejam protagonistas, o número usuários de smartphones, tablets e outros gadgets está crescendo consideravelmente a cada ano. O tempo de uso das mídias sociais em apps mobile subiu 120% em 12 meses.  Além disso, 46% dos usuários destas mídias acessam suas redes pelo celular e 16% através do tablet.

:: Proliferação
Novos sites de mídias sociais são criados constantemente aumentando o leque de opções. Além dos já consagrados Facebook e Twitter, 2012 foi o ano do auge de ferramentas como o Pinterest, uma verdadeira “vitrine online”. Entre os sites mais visitados em 2012, o Tumblr e o Google + aparecem com um crescimento de 55% e 80%, respectivamente, em seu número de visitas desde quando foram criados.

:: Sala de estar global
A experiência de assistir à televisão está cada vez mais imediata e compartilhada. Na América Latina, mais de 50% dos internautas afirmam que acessam seus perfis enquanto veem TV. Na África, esse número sobre para 60%. As pessoas aproveitam suas redes para compartilhar impressões sobre o que estão vendo. Um grande exemplo no Brasil foi a novela Avenida Brasil, que permaneceu entre os assuntos Trending Topics do Twitter em quase todos os dias, enquanto era exibida.

:: Empresas e clientes
As mídias sociais se tornam um importante canal de relacionamento entre empresa e cliente. Um em cada três usuários afirma preferir este canal ao invés do telefone para reclamar de problemas e serviços.

Algumas marcas já perceberam este movimento e tentam explorar ao máximo a capacidade de interação das redes. Podemos destacar o perfil do Ponto Frio no Twitter, que utiliza o personagem Pinguim para interagir com os clientes e seguidores, e a Samsung, que ganhou visibilidade no Canadá após o recebimento de um desenho de dragão, feito por um cliente interessado em ganhar um aparelho de graça. Na época, a marca respondeu dizendo que se desse smartphone para todos, iria à falência e anexou à mensagem um desenho de um canguru em um monociclo. Em pouco tempo, a mensagem tornou-se um dos assuntos mais comentados no Facebook e, por conta disso, o rapaz ganhou o celular personalizado com o desenho do dragão atrás.

:: Oportunidades no mercado
A pesquisa dá a dica: os profissionais desta área devem buscar novas maneiras para explorar essas mídias com o objetivo comercial. Cerca de um terço dos usuários de mídias sociais acham anúncios nesses locais mais irritantes do que em outros tipos de sites. No entanto, mais de um quarto deles são mais propensos a dar atenção a anúncios compartilhados por seus contatos sociais. Muitas empresas, porém, ainda não segmentam corretamente seus anúncios, que acabam chegando a quem não tem tanto interesse na marca e/ou produto. As empresas gastam mais do que previam e o anúncio não é tão eficiente.

:: Outros números significativos da pesquisa

  • 70% dos internautas ouvem a opinião de outros antes de comprar
  • 65% leem mais sobre o produto/serviço/marca
  • 53% elogiam as marcas que gostam
  • 50% escrevem suas preocupações ou reclamações
  • 47% compartilham descontos e promoções

Clique aqui e conheça o estudo completo.

O enorme sucesso do Pinterest (e o que isso pode significar para sua marca)

Tenho notado o interesse de alguns clientes, colegas e alunos sobre Pinterest. Nos últimos meses, acompanhamos de perto (e de olhos bem abertos!) a evolução dessa mídia social e, como resultado, decidimos postar algo completo e útil que possa ser verdadeiramente de valor para nossos leitores.

E, vale reforçar, quando falo do sucesso do Pinterest, não me refiro somente ao aumento de número de usuários, mas, principalmente, à relevância que a rede tem ganhado recentemente no Brasil e no mundo (apesar de, em meados de 2011, já ter sido eleito um dos 50 Melhores Sites do Ano, de acordo com a revista Time). Mais recentemente, a TechCrunch elegeu a rede social como a melhor startup de 2011.

Um pouco de contexto sobre o Pinterest

O Pinterest é uma rede social usada para carregar, guardar, classificar, gerenciar e compartilhar imagens. Dois anos depois de ter sido criada (em 2010, nos EUA), já se tornou a terceira rede social mais acessada entre os norte-americanos, perdendo somente para o Facebook e o Twitter. De acordo com o site Social Media Today, a rede está a frente do Linkedin, do Google+ e do MySpace.

Uma pesquisa do Comscore afirma que o Pinterest aumentou em oito vezes sua audiência no primeiro trimestre de 2012. Somente na América Latina, 1,3 milhões de usuários usaram a rede social em abril, em comparação com apenas 153 mil no início do ano. Outra informação interessante é que as mulheres são maioria entre os usuários: mais da metade dos visitantes do Pinterest na América Latina são do sexo feminino (57,2%). No total, elas representam 62,5% de todas as visualizações de páginas e 65,2% do tempo gasto no local. Além disso, um em cada três visitantes têm idade entre 25 e 34 anos.

Por outro lado, conforme vai se tornando um grande sucesso, destacam-se algumas questões polêmicas relacionadas à política de privacidade do serviço, entre outros pontos.

A utilização do Pinterest como ferramenta de Comunicação e Marketing

Nos negócios, o Pinterest tem sido estrategicamente utilizado, principalmente pelo potencial que a ferramenta possui de direcionar tráfego qualificado para o site (ou hotsite, landing page etc) da marca. Para exemplificar o quanto empresas de e-commerce já estão antenadas no poder de conversão do Pinterest, a PriceGrabber publicou um estudo o qual apontou que cerca de 21% dos usuários já compraram produtos que foram compartilhados nessa rede.

Desde lojas de roupas a organizações multinacionais, muitas empresas têm utilizado o Pinterest. No segmento de e-commerce, por exemplo, podemos destacar: eBay, Amazon e Netshoes. Dentre as empresas B2B, Xerox, Fedex, AMD e AT&T são algumas das marcas que já aproveitam a ferramenta.

Pinterest da Netshoes (10/10/2012)

Pinterest da Netshoes (em 10/10/12)

Empresas de Consumo, principalmente nas áreas de moda, alimentos, decoração e construção compõem boa parte dos cases mais interessantes. Nesses setores, podemos elencar como bons exemplos os perfis de marcas como Dior, Pizza Hut, Imaginarium e Tecnisa (esta última foi uma das pioneiras do Brasil no uso desta rede social).

No início de 2012, a Kotex (empresa que vende absorventes femininos) fez uma das primeiras campanhas publicitárias do mundo utilizando o Pinterest. O vídeo a seguir conta um pouco mais de como essa iniciativa foi pensada e implementada.

Mesmo organizações do Terceiro Setor já se aventuram no Pinterest, como o faz o  Greenpeace Brasil, que aproveita o canal para anunciar suas campanhas, com fotos e textos de curiosidades, além de expor imagens que sensibilizam seu público. Com um tom parecido, vale ver também o board do Discovery Channel.

Pinterest e a febre dos Infográficos

Dadas as características próprias do Pinterest, um dos principais usos dessa rede é a promoção e o compartilhamento de infográficos. Existem diversos perfis ligados às áreas de Comunicação, Marketing, Internet, Tecnologia (desde profissionais destas áreas, até agências ou institutos de pesquisa) que têm aproveitado muito bem o potencial da rede para forjar relacionamentos sólidos com seus públicos, além de angariar novos seguidores e ampliar a disseminação de sua marca.

Nessa linha, podemos destacar algumas referências em marketing digital que têm obtido muito sucesso na utilização de infográficos para fortalecer sua reputação no ambiente online, como: Cool Infographics (blog), eConsultancy (uma das principais marcas de treinamento executivo em Marketing Digital do mundo) e Mashable (site com importantes referências sobre o tema).

Pinterest da eConsultancy (10/10/2012)

Pinterest da eConsultancy (em 10/10/12)

Vale dizer que nós também estamos há algum tempo no Pinterest e já postamos dezenas de infográficos segmentados em temas como: Mídias Sociais, Mercado B2B, Educação, Mobile e Marketing de Busca, entre outros.

Pinterest da Nino Carvalho Consultoria (em 10/10/12)

Breves curiosidades

Conforme a rede social foi crescendo, foi “natural” que outras fossem surgindo, como clones. Entre elas, destacamos o Gentlemint, exclusivamente voltado para o público masculino; o Pinspire, em que os usuários compartilham conteúdo sobre casamento, decoração, receitas, entre outros; e o Decora.me, dedicados a arquitetos decoradores, designers e para o público em geral interessado nesse segmento.

Se você ainda tem dúvidas ou quer se aprofundar no uso do Pinterest para sua organização, vale pesquisar algumas referências que selecionamos:

Canais oficiais do Governo Federal nas Redes Sociais

O site do Governo Eletrônico disponibiliza listas com todos os perfis oficiais de órgãos públicos do Brasil. As listas são dispostas nas seguintes categorias:

Também criamos listas de perfis no Twitter que podem ser úteis: Ministros e Ministérios, e Organizações do Setor Público (Federais, Estaduais e Municipais).

Anticampanhas Digitais – caso da Shell x Greenpeace

Recebi de uns alunos um link que apontava para uma possível ação mal sucedida da Shell. Aparentemente era um concurso cultural cujo tiro saiu pela culatra.

Neste suposto concurso, os internautas eram convidados a colocar frases em imagens do Ártico. Todas as frases eram extremamente agressivas, depreciativas e irônicas, associando a marca Shell a problemas de poluição, descaso com a ecologia, lucros em detrimento do planeta etc.

Na verdade, o caso era mais uma ação muito bem orquestrada do Greenpeace. O grupo de ativistas ambientais já havia soltado outras bombas contra a própria Shell, além de anticampanhas focadas em outras marcas de peso (como o famoso caso do KitKat, da Nestle).

Preparamos uma apresentação sobre o case Shell x Greenpeace (também disponível para download aqui) e aproveitei para gravar um podcast sobre o tema.


É interessante perceber e refletir sobre um ponto em particular: quando há uma pessoa física (ou mesmo um grupo de indivíduos) se manifestando contra uma marca (como é comum, desde sempre, no mundo offline), é compreensível -embora não justificável- que a marca ignore ou dê pouca atenção à tal manifestação. No fim das contas, poucas pessoas ou pequenos grupos ainda não conseguem ferir facilmente uma grande marca (infelizmente, na prática essa ainda é a verdade).

No entanto, certamente as empresas, que ainda sequer estão prontas para atender propriamente a indivíduos, não têm quaisquer chances de reação quando o ataque ou retaliação partem de grupos organizados. É justamente sobre esse ponto específico que trato no podcastShell e Greenpeace – retaliações organizadas.