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Marketing e Tendências em debates exclusivos no NC Insights

O projeto NC Insights começou em janeiro de 2013. Desde então, já recebemos os professores Graça Taguti, Zeca Carvalho e Marina Faria, além das futuras participações já confirmadas de Horácio Soares, professor e consultor em Experiência do Usuário e Letícia Camargo, Consultora em Planejamento Financeiro.

Neste post compartilhamos como foram as três primeiras edições dos encontros. Por enquanto, o NC Insights é exclusivo e fechado somente para a equipe da Nino Carvalho Consultoria. No entanto, como temos recebido muitos pedidos de participação, a partir do segundo semestre iremos abrir o projeto para alguns seletos convidados.

:: Graça Taguti > Tecnologia e a Humanidade

A Mestre em Novas Tecnologias de Informação e Cultura apresentou a palestra “O Homo 3.0”, falando sobre a influência da tecnologia na relação entre o indivíduo e sua existência, sua forma física e como ele é visto e se vê perante o resto do mundo.

“É impossível falar do indivíduo da atualidade, sem abordar todas as atividades e mídias que o acompanharam durante gerações. Atualmente, ser visto é mais importante que existir e, por isso, há tanto fascínio pelo ambiente virtual: pois ali o homem pode ser quem ele quiser, do jeito que quiser, se exibindo como quiser. A tecnologia é viciante”, afirmou Graça.

A palestrante também enfatizou que a tecnologia é fundamental, mas as pessoas não devem deixar de lado as relações interpessoais. “Na internet, todos te curtem. Mas quem gosta de você de verdade?”, questiona. “No passado, as pessoas planejavam o futuro. Hoje, o futuro já foi. Tudo é muito rápido, substituível e descartável”.

Após a palestra, Graça nos concedeu uma entrevista, falando um pouco mais sobre a comunicação nos tempos de internet e mobilidade. Assista ao vídeo na íntegra.

 

:: Zeca Carvalho > Quanto realmente vale o cliente?

A palestra do prof. Zeca, Doutor em Administração de Empresas e professor da UFRJ, falou sobre “Valor do Cliente e Relacionamento”, desmistificando o clichê “o cliente sempre tem razão”, e justificando que é necessário balancear a relação entre produtividade e geração de problemas.

Segundo ele, “80% dos problemas serão causados por 20% dos clientes. Ironicamente, 20% dos clientes vão gerar 80% da receita da empresa… Quem realmente é importante para seu negócio? Quem são seus clientes-chave? É necessário identificá-los e avaliar sua influência perante os demais stakeholders. Esses, sim, devem ser encantados e ter suas expectativas superadas”, afirmou.

Zeca também lembrou que uma falha pode ter um custo muito alto para a empresa e exemplificou dizendo que “um cliente de um supermercado, quando insatisfeito com a compra de um cereal que custa R$ 5, consequentemente deixará de fazer uma compra mensal de R$ 1.000, e compras anuais de R$ 12.000. Devemos levar em conta o valor vitalício do cliente e quanto isso impactará no negócio”, concluiu.

Em entrevista à nossa equipe, Zeca aponta outros fatores relacionados à importância de um relacionamento saudável entre empresas e clientes. Confira o vídeo na íntegra.

:: Marina Faria > Comportamento do Consumidor na Era Digital

A professora da FGV e da UFRJ, Marina Faria (Doutoranda e Mestre em Administração), apresentou à equipe da Nino Carvalho Consultoria uma palestra sobre o comportamento do consumidor. “Basicamente, o consumidor decide uma compra por etapas: reconhece a necessidade, busca informações, avalia as alternativas, escolhe o produto e desfruta de sua compra. O marketing atua entre a busca de informações e a avaliação das alternativas, e a internet influencia fortemente nessa decisão de compra, pois o consumidor tem cada vez mais acesso à informação e à opinião de outros consumidores”, afirmou a palestrante.

Marina também falou sobre a relevância de as empresas enxergarem as redes sociais como ferramenta estratégica de marketing: “é muito mais eficiente para as empresas que as pessoas percebam a relação dos outros clientes com as marcas, para que haja maior segurança na decisão de compra. As organizações devem estimular seus clientes a falarem com outras pessoas, e não somente com a própria empresa!”.

Ouça o podcast com o bate-papo entre Nino Carvalho e Marina Faria, sobre o comportamento do consumidor no ambiente digital e o impacto das mídias sociais nesse relacionamento.

:: Sobre o NC Insights

Com objetivo de aprimorar as competências de nossa equipe e estreitar nossos laços com profissionais que têm experiências e conhecimento de peso a compartilhar, a Nino Carvalho Consultoria promove, regularmente, o NC Insights. Trata-se de uma série permanente de palestras e debates, exclusivos para o time da Consultoria, mas com as conclusões publicadas em nosso blog, com detalhes sobre o evento, o convidado e o que discutimos durante cada encontro.

Por enquanto, o NC Insights é exclusivo para a equipe da Nino Carvalho Consultoria. Se tiver interesse em participar futuramente, por favor, mande-nos um email e avisaremos quando as inscrições estiverem abertas.

Marketing Padronizado – um mundo de templates

Comento muito em cursos e palestras que vivemos num mundo de templates. Seja pela falta de tempo, de criatividade, de ética ou simplesmente por preguiça mental, os profissionais de marketing se deixam levar pela facilidade da produção de massa em um mercado que zela (ou deveria exigir) pela singularidade, encantamento e foco customizado no cliente.

Com isso em mente, compilamos alguns exemplo que ilustram muito bem o Marketing Padronizado (ou o Marketing de Templates).

 

:: Caso 1 – SUPERMERCADOS (ou qualquer grande rede de varejão)

Comerciais antigos de supermercado (Casas da Banha – CB, Disco e Sendas). Músicas irritantes, pessoas com sorrisos amarelos, falas em tons alarmantes e foco em preços e promoções.


 

Agora, vídeos mais recentes de supermercados. O padrão é exatamente o mesmo…


 

E se você for para outra linha de varejo (saindo dos supermercados e indo para grandes lojas de departamento ou eletrodomésticos, por exemplo) o padrão se repete, como você verá no comercial da Ricardo Eletro, a seguir:


 

 

:: Caso 2 – PERFUMES

Outro formato padronizado são os comerciais de perfume.

A fórmula é mais ou menos assim:
Pessoas (ou uma mulher, ou um homem) sexies + contexto/ambiente que beira a sacanagem iminente ou com apelos claros aos limites da  pornografia permitida na TV aberta + voz semi-incompreensível (também sexy e quase sempre feminina) com dizeres igualmente incompreensíveis em francês + fechamento (com a mesma voz sussurrando em francês) na seguinte ordem: “nome do perfume, nome do fabricante”.

Podem fazer o teste. A fórmula funciona em praticamente 100% dos casos (variações comuns: personalidades famosas em vez de meros modelos, e voz sexy em inglês, em vez de francês).

Vejam alguns exemplos:


Perfume “Angel or Demon”, da Givanchy


Perfume “Light Blue”, da Dolce Gabbana

 

:: Caso 3 – SABÃO EM PÓ

Provavelmente esse é o caso mais acentuado. As propagandas mudaram meramente na tecnologia empregada nas peças comerciais. A fórmula é a de sempre – roupa suja por algum motivo cotidiano > mulher tem que lavar > comparação do efeito do produto (com bolhinhas subindo, roupa ficando limpa gradualmente etc) entre a marca e seu concorrente > roupa fica branca > fechamento com pessoas / família feliz.

Confira:


Comercial do Ariel (em um país de língua espanhola, mas fiel à fórmula!)

 

Comercial do Omo, da era em que o mundo era preto e branco ainda, mas com o mesmo template rigorosamente seguindo o padrão à risca.

 

:: Caso 4 – PASTA DE DENTE / Creme Dental

A fórmula nesse caso, majoritariamente, mostra pessoas lindas, fortes, atléticas e se divertindo (em geral em grupo), sempre em um ambiente/contexto que remeta à refrescância. Por isso, praticamente em todos os casos, há muita água envolvida, pessoas se banhando etc.

Note como o padrão (bem como em outros segmentos) se mantém praticamente intocado há décadas.


Propaganda da pasta dental Kolynos (década de 80)


Propaganda da pasta dental Sorriso (década de 90)

 

Esse modelo migrou para um novo padrão no início dos anos 2000. Desde então, além do foco nos benefícios do produto (esse tem mais propriedades do que aquele, esse protege quanto a isso ou aquilo etc), passou-se a utilizar modelos com diploma médico, para se fantasiarem com jaleco e dar um pseudo-aval de credibilidade. Por vezes, o profissional-modelo-dentista interage com outro ser humano, supostamente um consumidor com dúvidas comuns.

O template foi replicado sem questionamentos pela indústria de escovas de dentes que, literalmente, apenas trocaram o foco (de pasta de dente para escova…). É interessante fazer um teste substituindo um pelo outro. Não há diferença praticamente.

Abaixo, um exemplo do novo padrão (das escovas Oral-B)


 

:: Caso 6 – PROPAGANDA POLÍTICA

Para fechar essa breve ilustração de como a indústria de publicidade trata seus clientes e os consumidores (clientes de seus clientes!), nada melhor do que essa sacada fantástica sobre os templates utilizados em propagandas políticas. Literalmente pega-se o modelo e substituiu-se as lacunas com o nome do “produto” político em questão.


A vergonha da Burson-Marsteller e do Facebook

Essa semana foi divulgado por diversos veículos do mundo todo o caso do Facebook ter pagado a Burson-Marsteller, uma empresa de relações públicas global, para difamar o Google com notícias nas mídias on e offline. Além deste post (não deixe de ver o vídeo e os links sugeridos lá no final) também gravei podcast sobre o caso (fez bem pra “aliviar a garganta!”)

Não é a primeira vez que o Facebook demonstra tamanho desrespeito com a comunidade online e também não é inédita essa pompa de Deuses do Olimpo, acima de valores como ética e privacidade. No entanto, talvez tenha sido o mais ousado de seus atos questionáveis – afinal, atacar o Google em princípio é uma mix de insanidade com ingenuidade! Não bastasse a capacidade de inteligência tecnológica da empresa, o Google ainda conta com uma monumental comunidade de fãs e defensores da marca nos quatro cantos do mundo…

 

 

A Burson-Marsteller, a mais baixo nível do baixo nível -como bem colocou o site 24/7 Wall Street- não é tão grande ou conhecida no Brasil mas, internacionalmente, é considerada uma das cinco maiores agências de comunicação do mundo. Após o escândalo, provavelmente vai levar mais um tempinho pra BM conquistar espaço no mercado nacional. Afinal, os principais ativos de uma empresa de comunicação, relações públicas, assessoria de imprensa etc, são a credibilidade e a ética

Na home do site da agência no Brasil, não há qualquer menção ao caso. Nada. A única coisa que capturei da home foi uma avalanche desesperada de twitts para grandes veículos, tentando alertar sobre o posicionamento oficial da empresa. Você poderá ver no perfil da BM Brasil a mesma mensagem, postada uma atrás da outra, mencionando alguns @s, por exemplo > “@estadao Veja comunicado da BM em relação ao trabalho desenvolvido para o Facebook nos Estados Unidos - http://bit.ly/jhuP62“.

É a velha prática da “sociedade da vergonha” (sempre bem ilustrada pelas regulares falcatruas do Maluf…), na qual pode-se tudo, desde que ninguém saiba. Aí, quando um epsódio desse aparece (talvez um em cem?), a empresa pede desculpas, diz que não foi bem assim, que entendeu errado, que o briefing veio torto ou que um estagiário foi o culpado.

Ao me deparar com casos assim, sempre gosto de lembrar dos célebres sweat shops da Nike. Em livros e documentários pode-se testemunhar executivos da empresa dizendo atrocidades do tipo “a gente não sabia que naquele país usavam crianças trabalhando em nossas fábricas“. Agora é Burson dizendo “o cliente pediu pra ficar em sigilo” pois, segundo a agência e o Facebook, a empresa de Mark Zuckerberg estaria fazendo um bem à população ao mostrar falhas/bugs no Social Circle, do Google. Pior - a teoria da sociedade da vergonha é reforçada quando a Burson diz: “Este não é um procedimento aceito na Burson-Marsteller e, por isso, deveria ter sido recusado“. OK, Burson, a gente entende… tadinhos de vocês, ludibriados pelo lobo mau…

Nesse jogo de empurra, desculpas e mea culpas só nos resta aprender e conhecer muito bem onde estamos pisando. Deixamos nossa vida em uma rede social que já deixou bem claro que privacidade não existe e que eles são os donos de tudo que circula em seu ambiente. Além disso, agora talvez estejamos mais alertas ao contratar agências que, ironicamente, deveriam orientar as empresas sobre como cuidar, proteger e disseminar positivamente sua marca. Ludibriar conscientemente o consumidor está longe dessa missão.

Vale ler mais (separei conteúdos com aprofundamentos no caso):

Aproveite melhor o Linkedin

Provavelmente você tem uma conta no Linkedin ou já ouviu falar nesta rede social. Trata-se de um ambiente exclusivamente para relacionamento profissional via internet – você pode criar seu perfil (com currículos em quantos idiomas você quiser), participar de grupos de seu interesse e, naturalmente, estreitar seu networking com outros profissionais do Brasil e do mundo.

O Brasil é o país que mais cresce na rede profissional (aumento de 428% ao ano) e, há poucas semanas, chegamos à marca de três milhões de usuários no país. No mundo, já são mais de 100 milhões pessoas utilizando a rede social. Vale dizer que 9% dos membros do Linkedin são do Setor de Finanças.

 

:: E qual a importância de ter um bom perfil no LinkedIn?

Cada vez mais, pessoas e empresas utilizam a internet para buscar empregos, novas colocações profissionais, ou colaboradores competentes. Há diversos casos de pessoas que encontraram e foram selecionadas para seu emprego por intermédio do LinkedIn.

Para multiplicar suas chances de ter sucesso na rede profissional, vale considerar:

  • Sempre mantenha seu perfil atualizado
  • Considere ter versão do CV em inglês (além de português, claro…)
  • Seja honesto, objetivo e focado
  • Use links para seus outros perfis sociais (como seu Facebook, Twitter ou Blog) para que o recrutador possa saber ainda mais quem você é como pessoa e profissional
  • Faça e peça recomendações para sua rede
  • Participe de grupos de discussão nas suas áreas de interesse
  • Utilize palavras-chave no seu perfil que ajudem aos interessados te encontrarem
  • Vale ver mais essas cinco dicas essenciais sugeridas pelo IDG Now

Por fim, não deixe de conferir o vídeo da TV Estadão com o Vice-presidente de Operações Internacionais do LinkedIn,Arvind Rajan, que fala sobre o impacto desta rede social no mercado de trabalho.

 

Para ver mais vídeos sobre o LinkedIn, visite o canal oficial da rede profissional no YouTube. Por fim, confira este infográfico com muitos números e dados relevantes sobre o site. O meu perfil no Linkedin está aqui (sim! Eu tento atualizar com frequencia!!)